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"50 artistas por Obama"

20.11.08 00:15 | comente este blog Hope
Em alguns aspectos, os Estados Unidos é o pais mais importante do mundo. Não só pelo poderio econômico, mas certamente o cinema de Hollywood é responsável por espalhar pelo mundo a fantasia utópica do american way of live.

Por essa razão qualquer faísca que se acenda por lá logo vira uma grande fumaça. E a candidatura do carismático Barack Obama nunca gerou tanta comoção ao redor do mundo, depois de oito anos do cowboy Bush II e sua guerra insana.

E nesse clima de renovação e esperança em um novo país, o candidato democrata ganhou as eleições; tendo o apoio dos negros, latinos e de uma série de artistas influentes, como a apresentadora da televisão americana Oprah Winfrey, a mulher negra mais influente dos EUA, com uma fortuna pessoal de 275 milhões de dólares e enorme poder de influência.... /+/
 

"O maestro das imagens Peter
Greenaway e The Tulse Luper Suitcases"

19.11.08 02:46 | comente este blog O Multiplicidade sempre com a curadoria de Batman Zavarese trouxe para o Rio de Janeiro uma única apresentação do inglês Peter Greenaway – “The Tulse Luper VJ Performance" - ou como chamou o autor "The Tulse Luper Suitcases" - além do privilégio de uma palestra com o artista no dia seguinte.

Este espetáculo já foi apresentado em Milão, Florença, Polônia, Amsterdã, Moscou, sempre para um público entre mil e 4 mil pessoas.

Antes da sessão, o próprio Greenaway deu algumas explicações sobre o espetáculo. Disse que não se tratava de uma performance de VJ, muito menos de cinema. Aliás, declarou que o cinema está morto desde 1983 quando foi criado o controle remoto, que não somos animais noturnos para ficar no escuro e em uma sala de cinema não podemos mais ficar fixando nosso olhar em apenas uma única coisa - e muito menos por 120 minutos!

O cinema deve ser interativo, e o ideal é assisti-lo em pé, movimentando-se - pediu ao público que quem quisesse podia se levantar e dançar. E como J.G.Ballard, deu uma de futurólogo e concluiu dizendo que teríamos a seguir uma “degustação” do que ele acredita que será o cinema dos próximos anos.
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"Nu descendo a escada 2", Marcel Duchamp

"Futurismo em Paris. Salas 2/2"

17.11.08 12:16 | comente este blog 6. HIBRIDAÇÕES

Depois de algumas discordâncias iniciais, principalmente em relação ao uso da cor, o Futursimo e o Cubsimo se aproximaram e artistas de cada um dos movimentos experimentaram os temas e as técnicas dos outros, criando trabalhos que se comunicavam.

7. A SESSÃO DE OURO Em resposta à exposição “Os pintores futuristas italianos”, os cubistas montaram em outubro de 1912 o “Salão da Sessão de Ouro”, na busca de uma síntese entre cubismo e futurismo. Foram apresentadas obras como “Nu descendo a escada nº 2”, de Duchamp, definido por ele próprio como “uma interpretação cubista da fórmula futurista”.... /+/

Tragédia Cósmica

Maria Bonomi na Pinacoteca

13.11.08 23:19 | comente este blog

Maria Bonomi trabalha com a xilogravura como quem trabalha com o mais delicado dos processos. Faz sobreposições e combinações, reinventando a maneira de usar as matrizes. E mescla o duro processo da xilo com a leveza do papel japonês, no qual grava a maioria de suas obras. É o que se pode ver na restrospectiva com 150 trabalhos da artista na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Na exposição “Gravura Peregrina” é possível entender e seguir o caminho e os sulcos na madeira feitos pela artista, nascida italiana (em 1935) e criada no Brasil, após imigrar com seus pais aos 11 anos.

Se a xilo pode ser vista como algo duro, a gravurista destrói esta idéia com suas series cheias de movimento, cores e emoções, construídas em painéis hora mais concretistas, hora extremamente poéticos, mas sempre cheios de emoção. Impossível não pensar em suas mãos esculpindo os sulcos para depois transferi-los ao papel de forma magistral.
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"Numbers in Love", Giacomo Balla

"Futurismo em Paris: Salas 1/2"

12.11.08 17:06 | comente este blog A exposição sobre o Futurismo no Centro Pompidou em Paris é, como não poderia ser diferente, monumental.

Dividida em 10 salas, apresenta desde movimentos que influenciaram o Futurismo, movimentos posteriores que foram influenciados por este até obras contemporâneas que estabelecem um diálogo, seja pela citação ou por influência.

As salas são:

1. O CUBISMO VISTO PELOS FUTURISTAS:
Em 1910, os principais nomes do Futurismo: Giacomo Balla, Umberto Boccioni, Luigi Rossolo, Gino Severi e Carlo Carrà lançaram o “Manifesto dos Pintores Futuristas”. Do mesmo modo que o manifesto de Marinetti, os pintores futuristas rejeitavam o passado e o academicismo e recusavam todas as formas de imitação. Nesse sentido eles criticavam os primeiros trabalhos do Cubismo, sua paleta de cores e o uso do nu. Porém, depois da ida dos italianos para Paris e seu contato com as obras de Picasso, Braque, Léger entres outros; Boccioni redigiu uma segunda versão do manisfesto reconhecendo suas relações e inspirações no Cubismo.
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Svetlana Pankratova - As Pernas mais Longas

"Guinness World Records 2009"

09.11.08 21:07 | 1 comentário Já imaginou fugir de uma mala ou cortar maças no ar com uma espada? Parece difícil, mas tem muita gente que faz isto e até compete para quebrar recordes! Casos como estes e muitas outras coisas malucas é que não faltam no Livro dos Recordes, o segundo livro mais vendido no mundo - depois da Bíblia.

A grande novidade desta edição do World Guinness Book 2009 é que o livro vem com um par de óculos e as imagens em 3 D. Está sendo lançado pela Ediouro em novembro no Brasil e vai comemorar em alto – e bota alto nisto! –estilo. Este ano, a russa Svetlana Pankratova, a mulher com as pernas mais compridas do mundo (132 cm), vem dar um giro com suas “pernocas” pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro - chega no Brasil no dia 12 de novembro. Em 2006, foi o chinês Xi Shun, o homem mais alto do mundo, que veio ao Brasil.
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Gilbert e George: as esculturas que
sentem dor

06.11.08 21:17 | comente este blog Talvez você não saiba quem seja Gilbert e George; mas com certeza já viu uma referência direta ao trabalho dos dois pelas cidades do mundo. Onde? Em todas as “estátuas vivas” que se movimentam ou sorriem para o passante que lhes dá uma moeda.

Talvez aquela pessoa apenas queira ganhar uns trocados e resolveu fazer essa perfomance de rua; talvez nem eles mesmos conheçam a dupla.

O italiano Gilbert e o inglês George se conheceram em 1967 nas aulas de escultura da St Martins School of Art, na Inglaterra.

O que foi “amor a primeira vista”(palavras da dupla) se tornou imediatamente uma parceira criativa, e há 40 anos atrás eles foram, nos corredores da universidade, “estátuas vivas”.

Na perfomance “Singing Sculpture”, criada em 69, os dois eram artistas e ao mesmo tempo obra, princípio básico da body art.
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Cartaz da exposição

Futurismo em Paris: uma vanguarda
explosiva

05.11.08 00:20 | comente este blog O século XX foi a era das grandes invenções tecnológicas. Nessa época a Revolução Industrial já estava fortalecida nas grandes cidades e a luz elétrica, o automóvel e o cinema foram novas invenções que vieram mudar de maneira definitiva a vida das pessoas. E tudo isso refletiu diretamente na arte.

Em 1909, o poeta italiano Fillipo Tomaso Marinetti lançou no jornal francês “Le Figaro”, o “Manifesto Futurista”. Entre outras coisas, o manifesta exaltava a nova era da máquina e da velocidade; como pode ser visto em trechos abaixo:

Nós pretendemos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e a intrepidez. (...)Nós afirmamos que a magnificência do mundo foi enriquecida por uma nova beleza: a beleza da velocidade. (...).Exceto na luta, não há beleza. Nenhum trabalho sem um caráter agressivo pode ser uma obra de arte. (...). Nós estamos no último promontório dos séculos!... Porque nós deveríamos olhar para trás, quando o que queremos é atravessar as portas misteriosas do Impossível? Tempo e Espaço morreram ontem. (...) Nós glorificaremos a guerra — a única higiene militar, patriotismo, o gesto destrutivo daqueles que trazem a liberdade (...).
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Maria Antonieta

Papier a la Mode A Moda em Papel

02.11.08 22:17 | comente este blog Está em cartaz na FAAP em São Paulo a exposição “Papiers à la Mode” organizada por Isabelle de Brochgrave  e Rita Brown (onde fica de 12 de outubro a 14 de dezembro de 2008).

O grande feito da mostra é reunir diversos modelos de roupa feminina especialmente vestidos de diversas épocas todos EM PAPEL. E detalhe: não é um papel fino, como o requintado trabalho de Jun Nakao no memorável desfile de  junho de 2004, mas um papel comum, de embrulho. E justamente o trabalho da dupla é transformar um simples pedaço de papel em qualquer tecido, seja algodão, veludo, tafetá, cetim, linho, seda, bordado, tudo somente com pinturas, criando um extenso exercício de efeito trompe l´oeil. tem uma parte da exposição com uma espécie de atelier onde se pode pegar nos pedaços de papel.




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Karim Rashid Rosa Plástico

30.10.08 00:39 | comente este blog

“A artificialidade é um aspecto do ser moderno”

Pela primeira vez o Brasil recebe uma exposição exclusivamente dedicada ao designer egípcio Karim Rashid, intitulada “Arte e Design num Mundo Global”. A abertura foi no dia 23 de outubro no InstitutoTomie Ohtake, com curadoria de Albrecht Bangert, crítico de arte e design, e tem parceria com a Pinakothek der Moderne de Munique.

Karim esteve pessoalmente em São Paulo, e antes tinha dado uma entrevista exclusiva em seu estúdio-casa em Nova York para Tete Ribeiro para matéria de capa da revista Serafina da Folha de São Paulo com fotos de sua casa e cronologia de suas obras.

Logo na entrada, uma estátua dele sentado em uma de suas cadeiras, de pernas cruzadas, como uma estátua de museu de cera, um avatar duplicado do artista, recebe os visitantes da exposição. Já é uma bandeira de como a figura dele e a obra são indissociáveis.

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Rua Augusta

Bienal do Vazio, a Paralela 08,
Pixadores, Graffiti Writers e Rua Augusta

28.10.08 14:20 | comente este blog Uma visita à Bienal de São Paulo e à Paralela 08 (nos galpões do Liceu de Artes e Ofícios), e a notícia da revolta dos pixadores me trouxeram um certo incômodo. Qual o sentido destes eventos de arte, afinal? Este sentimento certamente não foi só meu. Afinal, o objetivo é criar polêmica ou simplesmente tédio? E por que desperdiçar tanto tempo e espaço?

A 28ª Bienal tem a participação de 42 “artistas” de 21 países e traz também na programação performances, shows e festas. Denominada “Em Vivo Contato” pelos curadores Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen, tem sido chamada pela imprensa de “Bienal do Vazio” por conta do segundo piso do prédio (de três andares) estar totalmente VAZIO, apenas com as colunas de sua arquitetura original. Interessante o comentário de uma leitora do jornal Folha de São Paulo, que escreveu algo como: “ótima idéia e bastante inspiradora: vou agora escrever um livro sem palavras, uma música sem notas musicais, e montar uma peça de teatro sem atores”...


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