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Siron Franco expõe seus Segredos

24.06.10 12:40 | comente este blog Segredo Número 3 - óleo e ouro sobre a tela

Óleo, chumbo, carvão moído, borracha, CDs, tecelagem africana e ouro sobre as telas somados à estruturas feitas de aço, mármore sintético e graxa. A exposição Segredos, de Siron Franco, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, reúne uma enorme diversidade de materiais nas suas quinze pinturas, dois quadros e cinco esculturas.

Na série Segredos, figuras e carimbos da anatomia humana estão encobertos sob várias camadas de tinta. As obras escondem mil significados e não são fáceis de serem compreendidas. A mostra exige o olhar atento do espectador, a ideia é provocar reflexões, intrigar, deixar mesmo um ponto de interrogação na cabeça no público.

Siron Franco nasceu na cidade de Goiás Velho, no interior do estado de Goiás e ingressou no mundo da arte fazendo retratos. Nos anos 60 se mudou para São Paulo e participou da sua primeira exposição, chamada Surrealismo e Arte Fantástica.

Hoje, ele é reconhecido internacionalmente e tem mais de três mil obras, muitas delas nos acervos de museus no Brasil, na Europa e nas Américas. Se até os anos 80 a obra do artista era composta a partir de imagens bem reconhecidas - principalmente quando contestava a ditadura militar, expondo vísceras e figuras descarnadas – agora ele usa da linguagem contemporânea para criar.

Após três anos, o artista volta a expor no Rio de Janeiro. A mostra Segredos exibe obras inéditas produzidas nos últimos sete meses de trabalho ininterrupto em seu ateliê e apresenta um resultado múltipolo como nunca. O título da exposição anuncia, desde o início, um mistério que pode conter tudo, desde fatos não revelados à simples ironias dos inúmeros acasos diários que constituem um universo enigmático.

O processo criativo de Siron Franco se mostra tanto na ideia que dá origem à produção da série, quanto em tudo aquilo que, na existência do artista, evoca o mistério. O pintor foca, principalmente, em segredos que encobrem o Sagrado: o mistério da vida, da criação, da oração e da intuição, e usa o ouro para representar o material sagrado.

Entre as obras está a tela O Primeiro Segredo, que é recoberta de carvão e tem 17 CDs colados, o conteúdo deles é o mistério da obra. A imagem remete ao cartão magnético todo perfurado que Franco usava como chave do hotel em que ficou na Venezuela. Exposta em sua última mostra no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio, há três anos, a pintura indicou o caminho para outros segredos. A partir dela, surgiu a série de 15 telas.

Na primeira obra criada para a exposição, o Segredo Número 3, as linhas verticais compõem uma obra onde os segredos são desvendados, basta prestar atenção nos detalhes. “Está vendo aquele Nietzsche ali?” – aponta o pintor para o canto superior esquerdo da tela.  

Os segredos sugeridos nas pinturas ganham volume nas esculturas. O Segredo Número 21 representa uma fogueira produzida em mármore sintético, incrustado por santos e símbolos religiosos. A escultura, de 250 cm, tem como inspiração um fato autobiográfico. “Nas festas de São João minha mãe andava sobre as brasas da fogueira, e depois eu tocava a sola dos pés dela e estava gelado”, diz Siron Franco, explicando porque representou a fogueira branca e fria.

Outros elementos também fazem parte da mostra, como um ideograma chinês recortado a laser em chapa de aço, que para nós ocidentais, que utilizamos o alfabeto fonético, tem um significado misterioso. Além de uma mala de ferro maciço que pesa 800kg e que esconde o que tem dentro. Há ainda o Segredo Número 24, um labirinto formado por duas esculturas de 250cm de altura, constituídas pelo empilhamento de 10 cruzes cujas junções derramam graxa.

A exposição, que tem curadoria da escritora Cláudia Ahinsa, permanece no Rio até 11 de julho de 2010. Após a temporada na cidade, a mostra segue para a Caixa Cultural de São Paulo, onde fica durante o mês de setembro, e chega em Brasília no mês de outubro.

SERVIÇO:

Segredos – Siron Franco

Caixa Cultural Rio de Janeiro – Av. Almirante Barroso, 25, Centro -
Galeria 1

Visitação: de 11 de maio a 11 de julho 2010
Horário: De terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h

Entrada franca

Assista aos vídeos em:

http://www.rodadamoda.com/video.php?id_video=1060

http://www.rodadamoda.com/video.php?id_video=1061

http://www.rodadamoda.com/video.php?id_video=1062

 

Por Thais Padua, Rio de Janeiro.

Siron FrancoSiron Franco 
Segredo Número 24 - escultura em açoSegredo Número 24 - escultura em aço 
Exposição SegredosExposição Segredos 
Segredo Número 20 - recorte a laser em chapa de açoSegredo Número 20 - recorte a laser em chapa de aço 
Segredo Número 23 - aço, ferro cromado e óleo diesel queimado Segredo Número 23 - aço, ferro cromado e óleo diesel queimado  

"Siron Franco - Exposição Segredos" 24.06.10 21:44 ampliar vídeo


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"German Lorca e sua fotografia experimental" 31.08.10 14:57 | comente este blog

A obra de um dos ícones da fotografia moderna brasileira foi sintetizada em 57 imagens na exposição German Lorca: Olhar Imaginário, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até o dia 29 de agosto. O curador Eder Chiodetto selecionou as imagens que mais marcam o experimentalismo radical e a ruptura com o realismo dentro do vasto acervo do artista, que foi pautado pela influência absorvida a partir de movimentos como o surrealismo e o concretismo.

Nascido pouco depois da Semana de Arte Moderna de 1922, Lorca teve papel decisivo na implantação da fotografia de pensamento e estética modernista em meados da década de 1940. Hoje, aos 88 anos de idade e em plena atividade, o artista paulistano é considerado por historiadores como um marco da fotografia experimental no Brasil.

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"Museu da Cadeira reúne criatividade de designers do mundo inteiro" 16.08.10 16:38 | comente este blog

Em uma rua calma no meio do agitado bairro de Botafogo no Rio de Janeiro, um belo casarão do começo do século XX abriga o inusitado Museu da Cadeira desde 2004. São mais de 170 peças reunidas em uma única sala, cadeiras de todos os tipos e formatos espalham-se pelo chão, por prateleiras, pela parede e até mesmo pelo teto. O visual é um emaranhado intrigante a princípio, mas um olhar mais atento revela silhuetas peculiares que chamam a atenção de qualquer um.

Tudo começou com a paixão do arquiteto e curador do museu Richard Valansi pelo universo do design e principalmente pelo design de cadeiras. Desde o início da faculdade ele começou então a colecionar e hoje, possui mais de 1.500 peças, considerado o maior acervo da América do Sul e uma das mais importantes do mundo. “A cadeira não é um mero objeto de quatro pernas, quando você entra aqui nesta sala o que você vê é a criatividade de todo mundo, do design e também a influência dos materiais em cada objeto.”, afirma o arquiteto.

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"Wesley Duke Lee: exposição de obras inéditas na Pinakoteque Cultural" 09.08.10 15:35 | comente este blog

Wesley Duke Lee foi pioneiro em várias frentes artísticas, como a realização de happenings, performances, instalações e na discussão sobre o papel do mercado na arte nos movimentados anos 60. Nascido em São Paulo, criou uma arte singular, mas ficou um pouco esquecido nas últimas décadas, há 18 anos suas obras não eram expostas. Mas, agora, o circuito de artes relembra Lee em uma mostra na Pinakotheke Cultural, no Rio de Janeiro.

Apesar do afastamento de uma geração que entrou de cabeça na arte política com o endurecimento do Regime Militar, Lee foi muito corajoso para desafiar instituições e apostar não no sucesso comercial, mas na potência da própria criação. Exemplo disso é a participação no Grupo Rex, em 1966 e 1967, que marcou sua produção artística. Junto com Nelson Leirner e Geraldo de Barros, artistas que também causavam incômodo com um jeito diferente de fazer arte, Duke Lee resolveu criar uma galeria própria para expor, a Rex Gallery & Sons.

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"8 = 8 The Virtual Museum Project" 02.08.10 12:09 | 1 comentário

A arte pós-moderna está cada vez mais misturando elementos para encontrar uma linguagem que revele as novas mídias. A interatividade é uma das ferramentas, além da junção de texto, som e imagem nas mais diversas plataformas. O artista chileno Gonzalo Mezza, que pesquisa as relações entre arte e tecnologia desde a década de 70 e é considerado um dos pioneiros nesse campo, trouxe parte de seu acervo para expor na Caixa Cultural do Rio de Janeiro.

Fotos, vídeos e sons se misturam para interagir com o público na mostra 8 = 8  The Virtual Museum Project. São 80 projeções e 16 peças materializadas em impressão digital, acrílico e luzes tipo LED. O projeto tem um visual bem diferente e atual. Os quadros de acrílico iluminados por LEDs verdes permitem a mudança das imagens com o passar da mão pela luz. Mas a participação do público vai além disso, os ruídos da mata e dos índios da trilha sonora também provocam sensações.

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"Darel Valença: diferentes faces e fases " 26.07.10 11:18 | comente este blog

Desenhista, gravador, pintor e professor de artes, o pernambucano Darel Valença é um dos mais importantes artistas brasileiros. Dedicou-se intensamente à ilustração de jornais, revistas e obras literárias e ao ensino das artes gráficas no país. A exposição De Corpo Inteiro – Darel Pinturas Gravuras Desenhos, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até 1º de agosto, conta a história profissional do artista em mais de 120 obras.

É uma grande oportunidade para se admirar sua produção múltipla e conhecer os trabalhos mais expressivos. Com curadoria de Sérgio Pizoli, a mostra apresenta ao público pinturas, gravuras e  desenhos passando por várias épocas e temas recorrentes, que fazem parte de seis décadas de trabalho de Darel. Além de estudos preparativos e cadernos de anotações.

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