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Festival Parede: a arte das ruas invade as galerias

12.07.10 11:33 | comente este blog

A segunda edição do Parede - Festival de Poster Arte do Rio de Janeiro pretende mudar conceitos e discutir novos parâmetros sobre o que é cultura. O artista plástico Eduardo Denne e o curador Marco Antonio Teobaldo criaram o evento com intuito de fortalecer a arte de rua e seus protagonistas. O objetivo é mobilizar artistas veteranos para incentivar os novatos a mostrarem os seus trabalhos.

Diversos adesivos, pôsteres e panfletos colados nas paredes, tudo muito colorido. São mais de 300 trabalhos divididos em uma grande mostra coletiva com os artistas inscritos, que ocupa duas salas do Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), uma sala especial para artistas convidados e uma individual-retrospectiva do grafiteiro paulistano Ozéas Duarte, mais conhecido como Ozi, um dos pioneiros da arte de rua no Brasil.

Com 25 anos de trabalho nas ruas, Ozi tem sua primeira mostra individual. Para ele, o Parede é uma chance de ter contato com trabalhos de artistas de outros países e estados. “Assim você pode dar uma avaliada no que está acontecendo na rua. É uma oportunidade para juntar o que normalmente fica disperso no espaço urbano, em um só local.", diz o grafiteiro.

Ozi acredita que esta maneira organizada de apresentar a arte de rua pode fazer com que as pessoas os reconheçam mais como artistas e não como vândalos. Além disso, para quem está começando também é uma boa forma de perceber o que é possível se fazer na street art. “A nossa brincadeira é tirar a street art da rua e colocar ela na galeria no sentido de ajudar a promovê-la, porque enquanto ela está lá fora, ela é marginalizada.”, acrescenta o artista plástico Denne.

Com a participação de mais de 140 artistas, entre nomes nacionais e internacionais, a exposição leva para a galeria uma arte que já está incorporada ao cotidiano das maiores cidades do mundo. “O Rio de Janeiro hoje em dia é dos locais em que é mais fácil você fazer intervenções. Aqui é uma cidade mais receptiva para a srtreet art, apesar de ter menos locais nas ruas, quer dizer, menos concreto do que São Paulo.”, afirma Denne.

O festival pretende discutir questões polêmicas como a legalidade da ocupação de áreas públicas pela arte urbana e o seu reconhecimento como cultura. “O street art é a coisa mais legal que aconteceu dentro da arte contemporânea, totalmente livre e altamente democrática, pois não depende de organismos e mecanismos para acontecer. É uma arte pra todos, o grande barato é esse, qualquer um pode fazer.”, diz Ozi. 

O Parede se consolidou no calendário artístico depois da sua bem sucedida primeira edição em 2009. Este ano, tomou uma dimensão maior, ocupa todo o segundo andar do CCJF até o dia oito de agosto, além de outros espaços expositivos do Rio. No festival há ainda uma programação com apresentações de vídeos, palestras, intervenções, oficinas, debates, visitas orientadas e festas, é só conferir no site do evento (http://parede.art.br/).

Serviço:

Centro cultural da Justiça Federal

Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro/RJ

Período: 17 de junho até 08 de agosto

Horário: de terça a domingo, das 12h às 19h

 

Assista aos vídeos em:

http://www.rodadamoda.com/video.php?id_video=1068

http://www.rodadamoda.com/video.php?id_video=1069

 

Por Thais Padua, Rio de Janeiro.

 
 
 
 
 

"PAREDE - Exposição Parte 1" 12.07.10 12:13 ampliar vídeo


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"German Lorca e sua fotografia experimental" 31.08.10 14:57 | comente este blog

A obra de um dos ícones da fotografia moderna brasileira foi sintetizada em 57 imagens na exposição German Lorca: Olhar Imaginário, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até o dia 29 de agosto. O curador Eder Chiodetto selecionou as imagens que mais marcam o experimentalismo radical e a ruptura com o realismo dentro do vasto acervo do artista, que foi pautado pela influência absorvida a partir de movimentos como o surrealismo e o concretismo.

Nascido pouco depois da Semana de Arte Moderna de 1922, Lorca teve papel decisivo na implantação da fotografia de pensamento e estética modernista em meados da década de 1940. Hoje, aos 88 anos de idade e em plena atividade, o artista paulistano é considerado por historiadores como um marco da fotografia experimental no Brasil.

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"Museu da Cadeira reúne criatividade de designers do mundo inteiro" 16.08.10 16:38 | comente este blog

Em uma rua calma no meio do agitado bairro de Botafogo no Rio de Janeiro, um belo casarão do começo do século XX abriga o inusitado Museu da Cadeira desde 2004. São mais de 170 peças reunidas em uma única sala, cadeiras de todos os tipos e formatos espalham-se pelo chão, por prateleiras, pela parede e até mesmo pelo teto. O visual é um emaranhado intrigante a princípio, mas um olhar mais atento revela silhuetas peculiares que chamam a atenção de qualquer um.

Tudo começou com a paixão do arquiteto e curador do museu Richard Valansi pelo universo do design e principalmente pelo design de cadeiras. Desde o início da faculdade ele começou então a colecionar e hoje, possui mais de 1.500 peças, considerado o maior acervo da América do Sul e uma das mais importantes do mundo. “A cadeira não é um mero objeto de quatro pernas, quando você entra aqui nesta sala o que você vê é a criatividade de todo mundo, do design e também a influência dos materiais em cada objeto.”, afirma o arquiteto.

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"Wesley Duke Lee: exposição de obras inéditas na Pinakoteque Cultural" 09.08.10 15:35 | comente este blog

Wesley Duke Lee foi pioneiro em várias frentes artísticas, como a realização de happenings, performances, instalações e na discussão sobre o papel do mercado na arte nos movimentados anos 60. Nascido em São Paulo, criou uma arte singular, mas ficou um pouco esquecido nas últimas décadas, há 18 anos suas obras não eram expostas. Mas, agora, o circuito de artes relembra Lee em uma mostra na Pinakotheke Cultural, no Rio de Janeiro.

Apesar do afastamento de uma geração que entrou de cabeça na arte política com o endurecimento do Regime Militar, Lee foi muito corajoso para desafiar instituições e apostar não no sucesso comercial, mas na potência da própria criação. Exemplo disso é a participação no Grupo Rex, em 1966 e 1967, que marcou sua produção artística. Junto com Nelson Leirner e Geraldo de Barros, artistas que também causavam incômodo com um jeito diferente de fazer arte, Duke Lee resolveu criar uma galeria própria para expor, a Rex Gallery & Sons.

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"8 = 8 The Virtual Museum Project" 02.08.10 12:09 | 1 comentário

A arte pós-moderna está cada vez mais misturando elementos para encontrar uma linguagem que revele as novas mídias. A interatividade é uma das ferramentas, além da junção de texto, som e imagem nas mais diversas plataformas. O artista chileno Gonzalo Mezza, que pesquisa as relações entre arte e tecnologia desde a década de 70 e é considerado um dos pioneiros nesse campo, trouxe parte de seu acervo para expor na Caixa Cultural do Rio de Janeiro.

Fotos, vídeos e sons se misturam para interagir com o público na mostra 8 = 8  The Virtual Museum Project. São 80 projeções e 16 peças materializadas em impressão digital, acrílico e luzes tipo LED. O projeto tem um visual bem diferente e atual. Os quadros de acrílico iluminados por LEDs verdes permitem a mudança das imagens com o passar da mão pela luz. Mas a participação do público vai além disso, os ruídos da mata e dos índios da trilha sonora também provocam sensações.

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"Darel Valença: diferentes faces e fases " 26.07.10 11:18 | comente este blog

Desenhista, gravador, pintor e professor de artes, o pernambucano Darel Valença é um dos mais importantes artistas brasileiros. Dedicou-se intensamente à ilustração de jornais, revistas e obras literárias e ao ensino das artes gráficas no país. A exposição De Corpo Inteiro – Darel Pinturas Gravuras Desenhos, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até 1º de agosto, conta a história profissional do artista em mais de 120 obras.

É uma grande oportunidade para se admirar sua produção múltipla e conhecer os trabalhos mais expressivos. Com curadoria de Sérgio Pizoli, a mostra apresenta ao público pinturas, gravuras e  desenhos passando por várias épocas e temas recorrentes, que fazem parte de seis décadas de trabalho de Darel. Além de estudos preparativos e cadernos de anotações.

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