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Clash: sertão estilizado na passarela

19.07.10 21:56 | comente este blog

A marca Clash, criada em meados de 2008, é formada por Beto Lima, graduado em Relações Públicas e Design de Moda, e por Renata Ramos, certificada em Estilismo e também graduada em Design de Moda, ambos pela Faculdade SENAC Recife.

A dupla começou a participar de bazares com uma pequena coleção e a partir daí perceberam que suas roupas tinham um bom potencial de venda, começaram então, a vender em lojas multimarcas, até conseguir abrir sua própria loja em Pernambuco. “A Clash busca um público bem alternativo. A gente mexe muito com temas como música e artes gráficas, é uma grife muito urbana.”, diz Renata Ramos.

A marca fez a sua estreia no 12º Prêmio Rio Moda Hype com a coleção Sertão Rock Star, que trouxe a arte do grafiteiro Daniel Ferreira da Silva, o Bozó Bacamarte, misturada à pinceladas de pop. “A gente quis pegar referências do sertão, mas dar uma releitura para a galera da Clash. Inclusive, nós misturamos ícones da música pop nacional e internacional com a referência da xilogravura, que é um estilo de pintura presente na literatura de cordel, trabalhado por Bozó em seus grafites.”, explica a estilista.

Foram dez looks na passarela, sete femininos e três masculinos. O resultado é uma coleção bem jovem, com peças curtas, de cintura marcada, suspensórios e sobreposições. A silhueta é justa, mas sempre com volumes nos ombros. Para acentuar a mistura sertaneja e urbana, a dupla usou correntes e aplicações de metal em blusas estampadas, além de muitas ombreiras de couro.

O verão 2011 da Clash trouxe vários elementos da cultura nordestina, como as estampas com referências ao chão rachado, que remetem ao clima árido da região, misturados ao rock’n’roll. Bolsas estampadas, releitura da carteira capanga, bolsas de papelão (artigo típico no sertão) e chapeus de couro também ajudaram a compor o visual dos modelos.

Os tecidos usados foram renda, gabardine, malha refinada, seda, couro e tricoline. Os tons pastéis vieram acompanhados de cores fortes com o azul, o roxo, o preto e o verde. “Eu acho que a mistura do couro com a renda é o que mais traduz esta coleção. Traz justamente a questão da junção do regional com o cosmopolita.”, acrescenta Beto Lima.

Assista aos vídeos em:

http://www.rodadamoda.com/video.php?id_video=1080

http://www.rodadamoda.com/video.php?id_video=1081

 

Por Thais Padua, Rio de Janeiro. 

 
 
 
 
 


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Clash: biografia e processo criativo 19.07.10 20:46 ampliar vídeo


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"German Lorca e sua fotografia experimental" 31.08.10 14:57 | comente este blog

A obra de um dos ícones da fotografia moderna brasileira foi sintetizada em 57 imagens na exposição German Lorca: Olhar Imaginário, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até o dia 29 de agosto. O curador Eder Chiodetto selecionou as imagens que mais marcam o experimentalismo radical e a ruptura com o realismo dentro do vasto acervo do artista, que foi pautado pela influência absorvida a partir de movimentos como o surrealismo e o concretismo.

Nascido pouco depois da Semana de Arte Moderna de 1922, Lorca teve papel decisivo na implantação da fotografia de pensamento e estética modernista em meados da década de 1940. Hoje, aos 88 anos de idade e em plena atividade, o artista paulistano é considerado por historiadores como um marco da fotografia experimental no Brasil.

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"Museu da Cadeira reúne criatividade de designers do mundo inteiro" 16.08.10 16:38 | comente este blog

Em uma rua calma no meio do agitado bairro de Botafogo no Rio de Janeiro, um belo casarão do começo do século XX abriga o inusitado Museu da Cadeira desde 2004. São mais de 170 peças reunidas em uma única sala, cadeiras de todos os tipos e formatos espalham-se pelo chão, por prateleiras, pela parede e até mesmo pelo teto. O visual é um emaranhado intrigante a princípio, mas um olhar mais atento revela silhuetas peculiares que chamam a atenção de qualquer um.

Tudo começou com a paixão do arquiteto e curador do museu Richard Valansi pelo universo do design e principalmente pelo design de cadeiras. Desde o início da faculdade ele começou então a colecionar e hoje, possui mais de 1.500 peças, considerado o maior acervo da América do Sul e uma das mais importantes do mundo. “A cadeira não é um mero objeto de quatro pernas, quando você entra aqui nesta sala o que você vê é a criatividade de todo mundo, do design e também a influência dos materiais em cada objeto.”, afirma o arquiteto.

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"Wesley Duke Lee: exposição de obras inéditas na Pinakoteque Cultural" 09.08.10 15:35 | comente este blog

Wesley Duke Lee foi pioneiro em várias frentes artísticas, como a realização de happenings, performances, instalações e na discussão sobre o papel do mercado na arte nos movimentados anos 60. Nascido em São Paulo, criou uma arte singular, mas ficou um pouco esquecido nas últimas décadas, há 18 anos suas obras não eram expostas. Mas, agora, o circuito de artes relembra Lee em uma mostra na Pinakotheke Cultural, no Rio de Janeiro.

Apesar do afastamento de uma geração que entrou de cabeça na arte política com o endurecimento do Regime Militar, Lee foi muito corajoso para desafiar instituições e apostar não no sucesso comercial, mas na potência da própria criação. Exemplo disso é a participação no Grupo Rex, em 1966 e 1967, que marcou sua produção artística. Junto com Nelson Leirner e Geraldo de Barros, artistas que também causavam incômodo com um jeito diferente de fazer arte, Duke Lee resolveu criar uma galeria própria para expor, a Rex Gallery & Sons.

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"8 = 8 The Virtual Museum Project" 02.08.10 12:09 | 1 comentário

A arte pós-moderna está cada vez mais misturando elementos para encontrar uma linguagem que revele as novas mídias. A interatividade é uma das ferramentas, além da junção de texto, som e imagem nas mais diversas plataformas. O artista chileno Gonzalo Mezza, que pesquisa as relações entre arte e tecnologia desde a década de 70 e é considerado um dos pioneiros nesse campo, trouxe parte de seu acervo para expor na Caixa Cultural do Rio de Janeiro.

Fotos, vídeos e sons se misturam para interagir com o público na mostra 8 = 8  The Virtual Museum Project. São 80 projeções e 16 peças materializadas em impressão digital, acrílico e luzes tipo LED. O projeto tem um visual bem diferente e atual. Os quadros de acrílico iluminados por LEDs verdes permitem a mudança das imagens com o passar da mão pela luz. Mas a participação do público vai além disso, os ruídos da mata e dos índios da trilha sonora também provocam sensações.

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"Darel Valença: diferentes faces e fases " 26.07.10 11:18 | comente este blog

Desenhista, gravador, pintor e professor de artes, o pernambucano Darel Valença é um dos mais importantes artistas brasileiros. Dedicou-se intensamente à ilustração de jornais, revistas e obras literárias e ao ensino das artes gráficas no país. A exposição De Corpo Inteiro – Darel Pinturas Gravuras Desenhos, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até 1º de agosto, conta a história profissional do artista em mais de 120 obras.

É uma grande oportunidade para se admirar sua produção múltipla e conhecer os trabalhos mais expressivos. Com curadoria de Sérgio Pizoli, a mostra apresenta ao público pinturas, gravuras e  desenhos passando por várias épocas e temas recorrentes, que fazem parte de seis décadas de trabalho de Darel. Além de estudos preparativos e cadernos de anotações.

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