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N.O.A.H. faz desfile inspirado no fantástico mundo de Alice
20.07.10 09:05 | comente este blog
Natália Ayres é formada em Design de Moda pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB) e também em Publicidade e Propaganda. Participou do Capital Fashion Week com a coleção O samba do crioulo doido, em março de 2010, apresentando o seu projeto de conclusão de curso. Após ouvir o tempo todo na faculdade os professores alertarem sobre o perigo de um desfile virar o samba do crioulo doido, surgiu a ideia desta coleção. “Eu pensei, espera aí, mas o samba do crioulo doido pode ficar tão bonito. E o meu samba ficou lindo e foi super elogiado.”, conta a estilista.
O encantamento e o trabalho com a moda já vem de muito tempo. Natália sempre criou as próprias roupas, não comprava em lojas ou quando comprava fazia modificações para deixar do seu jeito. Mas, na hora de optar por uma carreira, ela optou primeiro por outro curso na faculdade. “Muitas pessoas insistem em considerar o ramo da moda fútil, quando na verdade ele exige muito estudo. A minha paixão sempre foi a modelagem, mas eu me formei antes, no ano de 2007, em Publicidade e Propaganda e depois até achei que tinha só perdido tempo. Mas não, na realidade hoje eu vejo que a publicidade e a moda se complementam em relação ao desenvolvimento de uma marca e ao marketing.”, diz.
A estilista desenvolveu a própria marca, a N.O.A.H., que se propõe a criar roupas com arte, baseadas em pesquisas e inspirações culturais, focada no estilo de vida da mulher contemporânea. A grife estreou neste 12º Prêmio Rio Moda Hype apresentando a coleção O País das Maravilhas, que é inspirada no romance de Lewis Carroll e traz o mundo mágico da mistura de formas lúdicas e cores ao recontar a viagem da menina Alice.
O universo ilusionista da estilista tem como tema a transformação de uma personagem, uma menina que virou mulher. Peças com formas infantis, saias volumosas, cortes arredondados, laços e contrastes de cores psicodélicas marcam esst fase. “Eu pensei o país das maravilhas como o Brasil e por isso, tudo procura trazer também para uma mulher mais sensual, com a cintura e o busto mais marcado e os tomaras que caia estruturados.”, explica Natália Ayres.
O lúdico está presente nos maiôs com suspensórios, nas calças quadriculadas, nos vestidos acinturado e nos scoletes com ombros estruturados. O maiô retrô é uma peça bem interessante.“Os dois looks de moda praia são bem diferentes. Elas dão uma visão mais de menininha, mas ao mesmo tempo deixam o corpo bem marcado, também mostrando as formas da mulher brasileira.”, acrescenta a designer.
Os tecidos utilizados foram tule, sarja e algodão acetinados, cetim, organza e shantund de seda. A cartela de cores da coleção é bem ampla como proporciona o tema: rosa, laranja, roxo, azul, verde, amarelo, vermelho e preto. Natália Ayres acredita que o Prêmio Rio Moda Hype é uma ótima oportunidade de divulgar o seu trabalho. ”É um desafio novo, fora da minha cidade e eu estou querendo aprender muito, porque ainda sou muito pequena assim na moda.”, diz a jovem estilista.
Assista aos vídeos em:
http://www.rodadamoda.com/video.php?id_video=1092
Por Thais Padua, Rio de Janeiro.
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A obra de um dos ícones da fotografia moderna brasileira foi sintetizada em 57 imagens na exposição German Lorca: Olhar Imaginário, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até o dia 29 de agosto. O curador Eder Chiodetto selecionou as imagens que mais marcam o experimentalismo radical e a ruptura com o realismo dentro do vasto acervo do artista, que foi pautado pela influência absorvida a partir de movimentos como o surrealismo e o concretismo.
Nascido pouco depois da Semana de Arte Moderna de 1922, Lorca teve papel decisivo na implantação da fotografia de pensamento e estética modernista em meados da década de 1940. Hoje, aos 88 anos de idade e em plena atividade, o artista paulistano é considerado por historiadores como um marco da fotografia experimental no Brasil.
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Tudo começou com a paixão do arquiteto e curador do museu Richard Valansi pelo universo do design e principalmente pelo design de cadeiras. Desde o início da faculdade ele começou então a colecionar e hoje, possui mais de 1.500 peças, considerado o maior acervo da América do Sul e uma das mais importantes do mundo. “A cadeira não é um mero objeto de quatro pernas, quando você entra aqui nesta sala o que você vê é a criatividade de todo mundo, do design e também a influência dos materiais em cada objeto.”, afirma o arquiteto.
... /+/ "Wesley Duke Lee: exposição de obras inéditas na Pinakoteque Cultural" 09.08.10 15:35 | comente este blogWesley Duke Lee foi pioneiro em várias frentes artísticas, como a realização de happenings, performances, instalações e na discussão sobre o papel do mercado na arte nos movimentados anos 60. Nascido
Apesar do afastamento de uma geração que entrou de cabeça na arte política com o endurecimento do Regime Militar, Lee foi muito corajoso para desafiar instituições e apostar não no sucesso comercial, mas na potência da própria criação. Exemplo disso é a participação no Grupo Rex, em 1966 e 1967, que marcou sua produção artística. Junto com Nelson Leirner e Geraldo de Barros, artistas que também causavam incômodo com um jeito diferente de fazer arte, Duke Lee resolveu criar uma galeria própria para expor, a Rex Gallery & Sons.
... /+/ "8 = 8 The Virtual Museum Project" 02.08.10 12:09 | 1 comentárioA arte pós-moderna está cada vez mais misturando elementos para encontrar uma linguagem que revele as novas mídias. A interatividade é uma das ferramentas, além da junção de texto, som e imagem nas mais diversas plataformas. O artista chileno Gonzalo Mezza, que pesquisa as relações entre arte e tecnologia desde a década de 70 e é considerado um dos pioneiros nesse campo, trouxe parte de seu acervo para expor na Caixa Cultural do Rio de Janeiro.
Fotos, vídeos e sons se misturam para interagir com o público na mostra 8 = 8 The Virtual Museum Project. São 80 projeções e 16 peças materializadas em impressão digital, acrílico e luzes tipo LED. O projeto tem um visual bem diferente e atual. Os quadros de acrílico iluminados por LEDs verdes permitem a mudança das imagens com o passar da mão pela luz. Mas a participação do público vai além disso, os ruídos da mata e dos índios da trilha sonora também provocam sensações.
... /+/ "Darel Valença: diferentes faces e fases " 26.07.10 11:18 | comente este blogDesenhista, gravador, pintor e professor de artes, o pernambucano Darel Valença é um dos mais importantes artistas brasileiros. Dedicou-se intensamente à ilustração de jornais, revistas e obras literárias e ao ensino das artes gráficas no país. A exposição De Corpo Inteiro – Darel Pinturas Gravuras Desenhos, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até 1º de agosto, conta a história profissional do artista em mais de 120 obras.
É uma grande oportunidade para se admirar sua produção múltipla e conhecer os trabalhos mais expressivos. Com curadoria de Sérgio Pizoli, a mostra apresenta ao público pinturas, gravuras e desenhos passando por várias épocas e temas recorrentes, que fazem parte de seis décadas de trabalho de Darel. Além de estudos preparativos e cadernos de anotações.
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