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Martins Paulo apresenta coleção inspirada no universo
cibernético

20.07.10 15:04 | comente este blog

O estilista Martins Paulo é certificado em curso livre de moda pelo SENAI e estudante de Artes Visuais na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Iniciou seu trabalho em 2002, criando e desenvolvendo coleções para a indústria da moda. A marca que leva seu nome foi lançada em 2005, sendo selecionada para o Dragão Fashion Brasil (DFB) nos anos de 2006 e 2007, ocasião em que apresentou as coleções O teatro do Oprimido e Alinhavando Torquato.

No Prêmio Rio Moda Hype (PRMH), já apresentou as coleções Ou isto, ou aquilo, inspirada no universo de Cecília Meireles, no inverno 2009, e Mujeres em rojo sangre, com peças hipercoloridas em referência às mulheres do cineasta espanhol Pedro Almodóvar. Depois de vencer a última edição do evento, o piauiense foi resposável pela abertura dos desfiles do 12º PRMH e apresentou um verão futurista para 2011.

A coleção Ficção trouxe um ar cibernético e um clima romântico para a passarela, a principal inspiração foi em romances de ficção científica - como o livro Duna, de Frank Herbert, escrito em 1965 - colocados em conjunto com filmes, e seriados de mesmo tema. “É uma pagada futurista mesmo, como uma viagem interplanetária. A partir daí, eu fui buscando referências que tivessem a ver com esse universo, então eu fiz uma pesquisa, busquei no futurismo dos anos 60 uma coisa meio retrô que tem uma imagem meio antiga e que depois vai evoluindo até um visual mais atual do que a gente imagina de futuro realmente.”, explica Martins Paulo.

O resultado é uma coleção geométrica, formada pelos recortes e pelas junções de tecidos, com muitos volumes, babados, quadris e ombros marcados, e muita, muita cor. Na silhueta marcada, há um jogo de contrários entre amplo e justo, prender e soltar o corpo, que cria essas formas e os contornos geométricos. “Eu trago toda essa viagem meio Jornada nas Estrelas, dali tirei os formatos, as imagens high-tech meio intergalácticas. Você sempre tem aquelas roupas bem estruturadas e tem o lance também das cores serem meio flúor. Então assim, tem peças que lembram armaduras cibernéticas, mas tudo com uma ideia de moda usável e atual.”, diz o estilista.

Os vestidos são realmente muito bem estruturados e trazem  decotes profundos, os detalhes ficam por conta dos zíperes pretos, que fazem contraste com as cores cítricas. A cartela de cores é intensa, o que já faz parte do DNA do estilista, como vimos em coleções passadas. Desta vez, ele utiliza tons fortes e vívidos em neon como laranja, rosa pink e verde, com o bege, o cinza e o preto. “Usar as cores já é algo que eu venho fazendo muito no meu trabalho e desta vez elas vêm fortes e misturadas aos tons neutros também. A coleção tem muito recorte, muito detalhe acentuado, muito bloco de cores. As peças têm estruturas trabalhadas tanto na modelagem, quanto no efeito visual multicolorido.”, conta.  

O futurismo de Martins Paulo aparece nos tecidos sintéticos e para compor o visual, sandálias de plástico da marca Melissa nos pés. Para completar os looks, maxi pulseiras, uma maquiagem bem colorida e no cabelo, rabos de cavalo altos e rígidos finalizam a aparência cibernética.

Assista aos vídeos em:

http://www.rodadamoda.com/video.php?id_video=1090

http://www.rodadamoda.com/video.php?id_video=1093

 

Por Thais Padua, Rio de Janeiro.

 
 
 
 
 


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Martins Paulo: biografia e processo criativo 21.07.10 11:18 ampliar vídeo


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"German Lorca e sua fotografia experimental" 31.08.10 14:57 | comente este blog

A obra de um dos ícones da fotografia moderna brasileira foi sintetizada em 57 imagens na exposição German Lorca: Olhar Imaginário, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até o dia 29 de agosto. O curador Eder Chiodetto selecionou as imagens que mais marcam o experimentalismo radical e a ruptura com o realismo dentro do vasto acervo do artista, que foi pautado pela influência absorvida a partir de movimentos como o surrealismo e o concretismo.

Nascido pouco depois da Semana de Arte Moderna de 1922, Lorca teve papel decisivo na implantação da fotografia de pensamento e estética modernista em meados da década de 1940. Hoje, aos 88 anos de idade e em plena atividade, o artista paulistano é considerado por historiadores como um marco da fotografia experimental no Brasil.

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"Museu da Cadeira reúne criatividade de designers do mundo inteiro" 16.08.10 16:38 | comente este blog

Em uma rua calma no meio do agitado bairro de Botafogo no Rio de Janeiro, um belo casarão do começo do século XX abriga o inusitado Museu da Cadeira desde 2004. São mais de 170 peças reunidas em uma única sala, cadeiras de todos os tipos e formatos espalham-se pelo chão, por prateleiras, pela parede e até mesmo pelo teto. O visual é um emaranhado intrigante a princípio, mas um olhar mais atento revela silhuetas peculiares que chamam a atenção de qualquer um.

Tudo começou com a paixão do arquiteto e curador do museu Richard Valansi pelo universo do design e principalmente pelo design de cadeiras. Desde o início da faculdade ele começou então a colecionar e hoje, possui mais de 1.500 peças, considerado o maior acervo da América do Sul e uma das mais importantes do mundo. “A cadeira não é um mero objeto de quatro pernas, quando você entra aqui nesta sala o que você vê é a criatividade de todo mundo, do design e também a influência dos materiais em cada objeto.”, afirma o arquiteto.

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"Wesley Duke Lee: exposição de obras inéditas na Pinakoteque Cultural" 09.08.10 15:35 | comente este blog

Wesley Duke Lee foi pioneiro em várias frentes artísticas, como a realização de happenings, performances, instalações e na discussão sobre o papel do mercado na arte nos movimentados anos 60. Nascido em São Paulo, criou uma arte singular, mas ficou um pouco esquecido nas últimas décadas, há 18 anos suas obras não eram expostas. Mas, agora, o circuito de artes relembra Lee em uma mostra na Pinakotheke Cultural, no Rio de Janeiro.

Apesar do afastamento de uma geração que entrou de cabeça na arte política com o endurecimento do Regime Militar, Lee foi muito corajoso para desafiar instituições e apostar não no sucesso comercial, mas na potência da própria criação. Exemplo disso é a participação no Grupo Rex, em 1966 e 1967, que marcou sua produção artística. Junto com Nelson Leirner e Geraldo de Barros, artistas que também causavam incômodo com um jeito diferente de fazer arte, Duke Lee resolveu criar uma galeria própria para expor, a Rex Gallery & Sons.

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"8 = 8 The Virtual Museum Project" 02.08.10 12:09 | 1 comentário

A arte pós-moderna está cada vez mais misturando elementos para encontrar uma linguagem que revele as novas mídias. A interatividade é uma das ferramentas, além da junção de texto, som e imagem nas mais diversas plataformas. O artista chileno Gonzalo Mezza, que pesquisa as relações entre arte e tecnologia desde a década de 70 e é considerado um dos pioneiros nesse campo, trouxe parte de seu acervo para expor na Caixa Cultural do Rio de Janeiro.

Fotos, vídeos e sons se misturam para interagir com o público na mostra 8 = 8  The Virtual Museum Project. São 80 projeções e 16 peças materializadas em impressão digital, acrílico e luzes tipo LED. O projeto tem um visual bem diferente e atual. Os quadros de acrílico iluminados por LEDs verdes permitem a mudança das imagens com o passar da mão pela luz. Mas a participação do público vai além disso, os ruídos da mata e dos índios da trilha sonora também provocam sensações.

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"Darel Valença: diferentes faces e fases " 26.07.10 11:18 | comente este blog

Desenhista, gravador, pintor e professor de artes, o pernambucano Darel Valença é um dos mais importantes artistas brasileiros. Dedicou-se intensamente à ilustração de jornais, revistas e obras literárias e ao ensino das artes gráficas no país. A exposição De Corpo Inteiro – Darel Pinturas Gravuras Desenhos, que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até 1º de agosto, conta a história profissional do artista em mais de 120 obras.

É uma grande oportunidade para se admirar sua produção múltipla e conhecer os trabalhos mais expressivos. Com curadoria de Sérgio Pizoli, a mostra apresenta ao público pinturas, gravuras e  desenhos passando por várias épocas e temas recorrentes, que fazem parte de seis décadas de trabalho de Darel. Além de estudos preparativos e cadernos de anotações.

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